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    Crise


    EUA suspendem voos fretados privados a Cuba

    Os EUA entendem como "voo fretado público" aquele em que alguém aluga um avião e vende passagens abertamente a viajantes

    O pedido de Pompeo suspende todos os voos fretados entre os Estados Unidos e todos os aeroportos de Cuba
    O pedido de Pompeo suspende todos os voos fretados entre os Estados Unidos e todos os aeroportos de Cuba | Foto: Divulgação


    O Departamento de Transporte dos EUA informou nesta quinta-feira (13) que suspenderá os voos fretados privados para Cuba para aumentar a pressão econômica dos EUA sobre o governo cubano.

    O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, escreveu no Twitter que pediu essa suspensão de "voos charter privados entre os EUA e Cuba".

    “O regime de Castro usa recursos de turismo e viagens para financiar seus abusos e interferências na Venezuela. Os ditadores não podem se beneficiar das viagens aos Estados Unidos ”, escreveu Pompeo.

    O pedido de Pompeo suspende todos os voos fretados entre os Estados Unidos e todos os aeroportos de Cuba, exceto para voos públicos autorizados de e para Havana e voos autorizados para fins médicos de emergência, busca e resgate e outras viagens consideradas de interesse dos EUA.

    Os EUA entendem como "voo fretado público" aquele em que alguém aluga um avião e vende passagens abertamente a viajantes. Isso segue permitido.

    Para a maioria dos voos fretados que se enquadram na nova proibição, a suspensão entra em vigor em 13 de outubro. A ordem foi emitida no aniversário do falecido líder cubano Fidel Castro, apontou um funcionário dos EUA.

    Em maio, o Departamento de Transporte americano impôs um limite de 3.600 voos fretados para Cuba por ano. Essa ação fez os voos charter ficarem em níveis similares aos de 2019, evitando um aumento. Em outubro passado, os Estados Unidos proibiram voos regulares para todas as cidades cubanas, exceto Havana. Em janeiro, o Departamento de Transporte proibiu voos fretados para qualquer aeroporto cubano, exceto Havana.

    Trump vem recrudescendo as relações com Cuba após o movimento histórico do antecessor democrata Barack Obama para reatar laços com Havana. O passo desta quinta nesse sentido ocorre em meio aos esforços do presidente para recuperar espaço na corrida eleitoral contra o democrata John Biden, na qual vem sendo prejudicado pela expressiva quantidade de mortes na pandemia de coronavírus e pela queda da atividade econômica este ano.