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    Estudo de impacto


    Negócios conduzidos por mulheres sofrem maior impacto na pandemia

    Segundo o estudo, 39% dos negócios conduzidos por mulheres foram interrompidos durante a pandemia

    Cerca de 43% das mulheres entrevistadas afirmaram que não tem como fazer entregas em domicílio no modelo de negócio que possuem
    Cerca de 43% das mulheres entrevistadas afirmaram que não tem como fazer entregas em domicílio no modelo de negócio que possuem | Foto: reprodução

    Segundo pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva e a Rede Mulher Empreendedora, a crise causada pela pandemia de Coronavírus causou a interrupção das atividades de 39% dos negócios conduzidos por mulheres.

    Ao todo, 1.165 mulheres foram entrevistadas em todas as regiões do país. Além das que tiveram as atividades paralisadas, 47% das empresárias disseram que os negócios ainda estão funcionando, mas com um movimento menor.

    Com isso, 33% disseram que com a pandemia o rendimento mensal do negócio chegou a zero. Para 28%, os empreendimentos estão garantindo uma renda que vai a no máximo um salário-mínimo. Sendo que em 21% dos casos, toda a renda familiar vem do negócio tocado por essas mulheres e em 17% mais da metade do dinheiro que entra em casa é proveniente desses empreendimentos.

    A maior parte dos empreendimentos comandados por mulheres atua, segundo a pesquisa, no setor de serviços (61%). Também há participação na indústria (21%), comércio (17%) e agricultura (1%). Quase um terço (29%) dessas empresas, não estão regularizadas. O restante possuí número no cadastro nacional de pessoas jurídicas, sendo que 39% são microempreendedoras individuais. O percentual total das que trabalhavam sozinhas, sem empregados, aumentou de 49%, antes da pandemia, para 66% atualmente.

    Entre as medidas para contornar os efeitos da crise, 55% das que possuem empregados adotaram o esquema de trabalho a distância e 21% reduziram salários. Um terço das empreendedoras disseram que devem demitir parte ou todos os funcionários devido as perdas de faturamento. 84% do total disseram que cortaram gastos e 53% passaram a fazer vendas online.

    Porém, 43% afirmaram que não tem como fazer entregas em domicílio no modelo de negócio que possuem.

    *Via Agência Brasil 

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