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    Crime


    Homem mata esposa com picada de serpente na Índia

    O assassino pegou a cobra e forçou suas presas contra o braço da esposa duas vezes; entenda o caso

     

    Casando com o assassino, Uthra esperava ser feliz
    Casando com o assassino, Uthra esperava ser feliz | Foto: Divulgação

    Kollam (IN) - Uma garota com problemas de aprendizagem, de 25 anos, morreu  na cidade de Kollam, em Kerala, sul da Índia, tendo como causa da morte uma picada de cobra. Mesmo com o fato ocorrido em 2020, a família da moça ficou muito desconfiada. Em uma investigação que tomou proporções nacionais, o verdadeiro culpado foi encontrado: o marido

      Uthra foi encontrada por sua mãe sem movimentos em sua cama, com uma mancha de sangue no braço esquerdo. A família levou a moça a uma unidade de saúde, mas ela não resistiu. Na autópsia, constou a morte pela picada de uma naja indiana, uma serpente altamente venenosa. Um ataque comum no país, de acordo com informações da BBC Brasil.  

    A conclusão, após investigação policial foi de que ela realmente morreu pela mordida da cobra, mas o assassino real era Suraj Kumar, marido de Uthra, e de que não havia sido a primeira vez que ele tentava matar a esposa. Ele foi condenado a prisão perpétua.

    Motivação

    O casal teria se conhecido por um serviço de corretor matrimonial e se casaram em 2018, porque a família queria alguém que fizesse a moça feliz e cuidasse dela.

    “Ela era um pouco diferente, tinha dificuldades de aprendizagem. Queríamos um homem que pudesse cuidar dela“, disse o irmão da vítima, Vishu, segundo à BBC Brasil.

      O marido era um bancário, de 27 anos, filho de um motorista de auto-riquixá, veículo de três rodas bastante popular na Índia, e a mão, uma dona de casa, que não possuía muitas posses. Ele recebeu como dote pelo casamento, costume do país, 720 gramas de ouro, um sedã Suzuki e 500 mil rúpias (cerca de R$ 37 mil) em dinheiro.  

    Mais tarde, ficaria claro para a família que a união foi motivada por ganhos financeiros.

     “Uthra era uma pessoa que nunca via mal em ninguém. Sua dificuldade de aprendizagem fazia com que ela não tivesse como perceber que estava sendo usada“, relembrou Vishu.

    De acordo com informações do julgamento, a dificuldade de aprendizagem da moça estaria deixando o marido “insatisfeito”.

    Tentativas de homicídio

      Foi, então, que surgiu a decisão do homem de assassinar a esposa, e duas tentativas foram feitas antes de ter sucesso. No final de 2019, Kumar começou a desenvolver uma obsessão por cobras, passando horas na internet assistindo a conteúdos sobre isso.  

    Segundo os promotores do caso, em 26 de fevereiro, ele comprou uma víbora de Russell, uma das serpentes mais agressivas da Ásia, de um apanhador de cobras por 10 mil rúpias (cerca de R$ 756).

    No próximo dia, ele deixou o animal na escada e pediu que a moça buscasse o celular no primeiro andar, esperando um ataque da cobra. “Mas sua tentativa não deu certo, porque Uthra viu a cobra e pediu ajuda“, contaram os documentos oficiais.

    Já no dia 2 de março, veio a segunda tentativa. Ele sedou a esposa, fazendo-a dormir rapidamente, e forçou a víbora a morder Uthra.

    A moça acordou com “uma dor terrível” e foi levada ao hospital. No dia seguinte, enquanto a esposa ainda estava internada, Kumar pesquisou novamente sobre cobras. Dessa vez, ele comprou uma naja.

    O crime

    Foram 52 dias no hospital até que Uthra tivesse alta. Apenas 15 dias depois, o rapaz decidiu atacar novamente. A jovem estava sendo cuidada na casa dos pais, já que não conseguia andar.

      Kumar conseguiu levar a cobra escondida ao fazer uma visita à esposa. Ele voltou a sedá-la e, enquanto dormia, jogou a serpente em sua direção. O animal, porém, não atacou. O assassino pegou então a cobra e forçou suas presas contra o braço de Uthra duas vezes. Kumar tentou fazer com que tudo parecesse um acidente, mas algumas pistas entregaram o crime.  

    A largura das marcas das mordidas, por exemplo, indicavam que elas não foram naturais.  Além disso, a cobra não teria conseguido entrar sozinha no local.

    “Najas normalmente não mordem, a menos que sejam muito provocadas. E, depois das 20h, elas geralmente estão adormecidas“, explicou Hari Shankar, inspetor-geral adjunto da Polícia de Kerala que trabalhou no caso.

    Durante o ataque, Uthra dormia. Já seu marido, passou a noite tentando se livrar das provas.

    * Com informações de "Hugo Gloss/UOL"

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